Sonhadoria Paulista de tudo - Formiga Matarazzo
Relatos das expêriencias de contato com extraterrestres.Levando em consideração que tais experiências são fruto de percepções parciais e limitadas daquele que isto escreveu.
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sábado, 25 de julho de 2026
HISTÓRIA DO PLANETA MARTE.( SENZA PAROLE).PARTE 1.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
TRANSCEDENTE. ( Parte 1).
TRANSCENDENTE.
O inferno é repetição. Uma maldição circular, monótona e angustiante.E sim, muito violento e barulhento.
Com ruas tomadas de desgraçados desesperados a sangrar sem nem ao menos saberem o porquê. Em comum a delusão de que cometeram pecados atrozes,inomináveis e que somente o eterno sofrimento eterno vai compensar os erros cometidos, ou seja, nunca serão perdoados! Uma vez no Inferno, como se diz por aí…
“Aqueles que aqui entram, percam as esperanças se desesperem, pois jamais sairão”.Hoje era para ser mais um dia “normal” nas plagas horripilantes do Hades. Demônios de mil morfologias, açoitavam, queimavam e gritavam de puro prazer
Condenados chiavam, uivavam, choravam, até o cérebro virar um borrão de dor. Mas, havia algo no ar pestilento do Inferno, uma frequência nunca dantes sentida naquelas paragens de plumbêas cores, quase uma petulância ofensiva, pois vibrava uma obscena positividade.
E então, o impensável ocorreu: Todos os moradores do Inferno, torturados e torturadores perceberam ao mesmo tempo, que tudo aquilo não fazia sentido, todo aquele sofrimento e violência. Que o conceito de pecado eterno não se sustentava sob hipótese nenhuma. Que ninguém ganhava nada com aquela coleção maldita de terror e opressão. Mas, depois de tantos milhares de anos, torturando e sendo torturado, era muito difícil abandonar aquele paradigma, pois ambas as partes tinham que estar de acordo para que aquela ridícula repetição de tormentos pudesse funcionarE assim, o antigo assassino, de uma terra há muito esquecida, de um país que ninguém mais lembra que existiu. Uma vida cuja história ninguém na Terra lembrava mais, continuava alimentando a obsessão de que havia pecado.
E é claro, que sua contrapartida diabólica, funcionando como um diapasão naquela delusão, insistia em surrá-lo com um feixe de arame farpado, enquanto o vilipendiava com palavras e rugidos.Não houve uma transição violenta, abrupta ou mágica, seja lá isso o que for.
Apenas os gritos, choros, urros e expectorações de catarro, sangue, fezes e urina foi uma a uma silenciando.
Daquilo que poderíamos chamar de “céu” do mundo infernal, surgiu a mais inusitada das aparições já vistas na casa de Lúcifer; uma escadaria majestosa!
E conforme essa estrutura ia “descendo”, percebiam-se mudanças na estrutura física do lugar, aos poucos, mas, inexoravelmente, secaram os rios de fogo líquido, os oceanos de lágrimas, os vastíssimos lagos de merda e sangue e mijo…
Um incomum silêncio, quase que um “bater de pálpebras” de serenidade, ia se instalando, emudecendo e ao mesmo tempo, maravilhando e assustando todos os moradores daquele indigesto condomínio satânico. Agora nem tão satânico assim e certamente que sim.
Pela primeira vez em milênios as portas do Inferno estavam abertas, os sulfurosos pedágios, cuja moeda de pagamento vinha banhado em humor vítreo e marcada pelas digitais do barqueiro Caronte, não estavam funcionando. Não há mais terrificantes sentinelas, armados até os dentes; dentes estes rangendo e rasgando carne.
Não se ouve mais os trilhões de espíritos zombeteiros comunicando-se através de linguagem poética, haikus, acróstico, cinquain, Diamonte,Tercetos, monossílabos, dissílabos, trissílabos, pentassílabos, Alexandrinos, Agalopados, Chiadeira Galega ou jâmbico, alternados, cruzados ou entrelaçados. Babel das línguas ferinas tenebrosas!O Sol forte rebrilhava na fosforescência verde daquelas folhas de alface, verdadeira esmeralda comestível, sendo tratada e bem cuidada por um gentil par de mãos.
Essas mãos corteses, logicamente ligadas ao tronco por braços, pertenciam a um morador de rua, muito querido na região. Respondia pelo apelido, Quarela. Aquele dia amanheceu diferente, disto Quarela não tinha dúvidas.
O céu estava mais iluminado do que ele conseguia se lembrar e o calor… Verdadeiramente senegalês.O bom permacultor e hortelão urbano havia conseguido permissão para cultivar uma pequena horta, dentro do Parque do Ibirapuera, na capital de São Paulo,
e assim se dedicava, ora, às alfaces, ora às cenouras. Também interessado pelo gato que passava, pelo passarinho que voava, ou a garota que numa rede a dormir ressonava…Quarela, de simples morador de rua, mistura de nômade e permacultor, foi assaltado pela sensação; melhor, pela certeza de que sua vida e a vida da qual todos conheciam havia mudado para sempre. Havia um propósito, um rumo que o espicaçava a seguir em frente.
Por enquanto, sua mente estava um pouco confusa,como era de se esperar, dadas as circunstâncias.
Ninguém estava preparado para o que estava para acontecer… Sem transições, tremores, rachaduras, incêndios, maremotos, gritaria, violência, ou qualquer demonstração menos elegante por parte dos milhares de unidades de carbono, que também são conhecidos como “paulistanos”.Simplesmente a configuração física das casas e prédios foi modificada. Ruas se tornaram ruelas e becos quase parisienses. A maioria dos edifícios foi transformada em um delírio onírico de Antoni Gaudí, ou algo feito por uma criança brincando com areia da praia e um pequeno balde contendo água.
Quarela não reconhecia mais seu bairro…As praças tinham crescido de tamanho, ou para ser mais exato, esparramava-se sobre o asfalto. Aliás,havia restado bem pouco asfalto e as ruas tinham se metamorfoseado em caminhos de granito, ou uma rocha similar.
Um novo tipo de pavimento que possuía lá o seu charme, era a nova “cara” das ruas da cidade. O sentimento geral das pessoas era de perplexidade, mas também havia uma espécie de qualidade anestesiante, que evitava o pânico ou as cenas violentas.
Na verdade, todos os moradores de São Paulo, tinham a nítida impressão de que as coisas sempre tinham sido desse jeito,mas por conta de um motivo agora inexplicável, ninguém havia percebido.Um véu muito incômodo havia sido retirado dos olhos da mente de todos. Alguns humanos da “superfície” sofreram pequenos ajustes estéticos, uns acréscimos na textura da pele. Vitiligo lisérgico para acabar de vez com a monotonia dérmica.
Havia mocinhas tigradas, ali, um garoto zebrado, acolá um homem de uns 40 anos, cinzento feito um rinoceronte e igualmente maçudo.
Lindas mulheres negras agora possuem escamas douradas, ou algo semelhante, e este efeito era muito agradável e as unhas rombudas e afiadas não tiravam nada da beleza elegante daquelas femininas mãos.
Não havia notícias se ocorreram mudanças drásticas no caráter ou comportamento psicológico.
De alguma forma, Quarela percebia tudo de uma nova maneira, havia em em sua mente um esclarecimento do qual ele não se lembrava, mas agora tudo se desvendava.Ele não demorou para descobrir que a mudança havia ocorrido no mundo inteiro. Era só nisso que os noticiários falavam na televisão. Mas, que televisão! Os aparelhos pareciam umas bolas disformes de madeira. Pense na rainha Vitória assistindo TV e você vai ter uma ideia aproximada do tipo de trambolho retro-futurista em que os aparelhinhos barulhentos haviam se transformado…Nas ruas do Bairro, surgiram várias escadas rolantes, que à primeira vista pareciam desfiladeiros metálicos a se perder no subsolo.
Essas escadas despejavam na superfície, uma multidão igualmente perplexa e também ricamente variada em sua constituição física.
A aparência dos seres infernais com o seu despertar foi igualmente modificada. Aqueles outrora monstruosos rostos e faces atormentadas, tornaram-se humanos,
revelando em alguns casos, beleza e nobreza. Dentre esses novos seres, se é que se pode fazer tal afirmação, encontramos nas escadarias que subiam rumo a superfície, três criaturas, Calistan, Cabali e Caliste, que poderíamos chamar de “amigos”, se fosse possível tal conceito nas plagas infernais. Eles, assim como tudo e todos, igualmente estavam fascinados com a gama de pensamentos inusitados que lhes ocorriam a cada instante.Chamava a atenção a ausência de raiva e rancor que nutriam pelos seres humanos; que diga-se de passagem, eles torturavam, assassinavam e enganavam, isso por eras e eras.
O ódio havia evaporado! E este era o mistério! Onde estava Lúcifer? O que ocorreu com as hordas infernais? Aliás, o que aconteceu com o Inferno? Sem dúvida nenhuma, aquela paisagem não se parecia em nada com o que eles estavam acostumados.E foi remoendo esses pensamentos que Riquinsque, um anjo celestial que adotou a forma feminina de uma linda garota de 25 anos, encontrou estes três personagens.
Ela/Ele teve como missão surgir no Planeta Terra e agir como uma facilitadora dos novos estados de alma. Missão nada fácil, mas, Riquinsque foi criada para isso.
Se antes ela canalizava forças vitais no mundo vegetal e controlava os ciclos de vários mundos, agora teria que conduzir a frequência vibracional de todos os seres do planeta Terra. Pensando bem, uma moleza.Vejam! Disse Calistam na sua potente voz grave _ um anjo, ou algo parecido _ Hei! Você! Não devia estar batendo asinhas no Parque dos Cinamomos ?
Riquinsque, acostumada que estava a lidar com Espirais de Magnitudes Cósmicas de Pura Vida, não se intimidou___ Vim a procura de vocês, estou designada a instruí-los. Respondeu altiva.
___ Nos instruir?____ Essa é boa! Somos demônios … Mais ou menos… A coisa está um pouco confusa_____ Continuou um relutante Calistan ___ Como é que uma Batedora de Asas de Ganso, como você vai nos ajudar? Estamos em times diferentes.
O que chamou a atenção em Calistan, e em seus amigos Caliste e Cabali, é a ausência de raiva, fúria e um nato pulsar de rancor e malícia.Onde estão estes sentimentos? Aliás, era isso o que alimentava a tensão física de seus atos violentos.
No momento, os três, muito espantados, percebiam com olhos e ouvidos da mente, uma espécie de canção, ou vibração que os levava a desejar pintar, cantar…
Isso era impensável! Pelo menos para demônios violentos como eles…___ Pois aí está! É nessa transição de frequência vibracional, onde reside a minha ajuda e o meu conhecimento.____ Explicou uma Riquinsque sorridente. Não pensem que as coisas estão diferentes no Céu. Toda a estrutura e hierarquia celeste foram modificadas.
Uma bagunça! Ponderou Riquinsque.Bom, para começar, adquirimos o gênero, mesmo que delusóriamnete.Vejam! Agora sou mulher! Desfilou um sorridente e agradável anjo.E gostosinha! Replicou um atrevido Caliste.
Taí uma coisa que não mudou em nós.Permanecemos demônios machos. Confesso que essa nova aparência , não me agrada muito… Sem chifres, sem garras. Estou “humano” demais para o meu gosto. Resmungou Caliste.
Não é só a aparência de vocês que mudou, e na minha opinião, mudou para melhor. As tendências de vocês agora, como direi, está mais artística, mais poética. Tudo devido à elevação da frequência vibracional… Que por falar nisso não elevou.
Todos neste planeta e em algumas outras dimensões, apenas retiraram da mente certos obstáculos, o que fez com que percebessem a proximidade e íntima ligação com a Fonte De Tudo.