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quarta-feira, 18 de março de 2026

NINGUÉM SAI ILESO DESTA VIDA...



     Ninguém sai ileso desta vida, e provavelmente não entra nela totalmente ileso. 
Tudo é um treinamento,  ou pelo menos, quando as ações são conscientes, quanto às ações inconscientes, forçosamente vão virar treinamento/lições... Aprendizado por amor, ou Aprendizado por dor. Sem dúvida,  temos um bocado das duas coisas, nesta jornada do berço ao túmulo. 
     De todos esses treinamentos  e lições,  sinto falta daqueles da infância,  e não pense que por serem experiências infantis, foram menos duras, do que qualquer missão militar.

     Houve uma espécie de preâmbulo,  que me preparou ,ou pelo menos ,apontou o caminho para toda a longa história relacionada à possibilidade da existência de vida extraterrestre inteligente ( se eu soubesse em 1972 o que sei hoje! Teria poupado um bocado de dissabores. ) mas, que tolice estou dizendo? Se soubesse das coisas, eu as teria tentado evitar e perderia as lições! É como eu disse: não se chega ileso nesta vida... Do que realmente estou falando? De teorias de reencarnação? Talvez, um pouco, mas, sempre tem mais, é sempre a ponta do iceberg ...

É sobre construção da coragem, camada sobre camada, lento aprendizado adquirido ao custo de vários golpes, muitas dores, estas também prenhes de variações,  da mais baixa ,à mais intensa...
Acho que estou divagando. Isto não é uma crônica,  é uma lembrança da primeira vez em que alguma coisa me apontou sobre extraterrestres e sua intromissão  em nosso dia- a- dia...
     A pistola plástica com cabeça de buldogue: Pensando neste brinquedo,  que por sinal, eu não largava...

Ele era bastante peculiar... Era um pequeno revólver de plástico amarelo, com gatilho, coronha... mas, no lugar de um cano com um orifício de onde saíam projéteis,  ele possuía uma cabeça de buldogue,  onde cada vez, que eu puxava o gatilho, essa cabeça de buldogue, abria uma mandíbula com poderosas presas, uma língua vermelha e fazia um ruído de latido!

Eu praticamente dormia com essa geringonça,  e era uma das primeiras coisas que eu apanhava ao acordar. Conto isso, para deixar claro, que era muito familiarizado com o peso, com o formato,  etc.
Lembro bem, o dia que acordei, olhei para aquele objeto, para aquele brinquedo,  e fiquei apreensivo e muito, muito incomodado, eu revirava aquela coisa, na minha mão,  e tudo parecia estranho e diferente, o peso, o formato da cabeça do cachorro,  o som que emitia, quando eu acionava o gatilho.

Para ser sincero, até a cor amarelo canário e a cor vermelha da língua do " buldogue ", não batiam muito bem, sem ter palavras adequadas para descrever o meu alto nível de estranheza e desconforto,  poderia usar a ideia de que o tal brinquedo havia tido sua cor e brilho " roubados". Lembrando que não era um brinquedo eletrônico,  ou que funcionava à base de pilhas... Na verdade, era uma " peça de museu, movida a molas enferrujadas...

     Fiquei, se bem me lembro,  uns três dias examinando aquele objeto, e estava cada vez mais convencido de que o seu tamanho é cor estavam modificados... Até a " voz" daquele latido, não era mais a mesma! 
Me enchi de desconfiança! Que havia acontecido? 
Na casa em que morava, existia um porão que permitia que se andasse por ali, de pé, sem bater a cabeça no teto... Era escuro, fresco, como uma caverna. E também era, um dos meus lugares favoritos da casa.

     Alguma " comichão " me direcionou para que eu fosse me sentar na parte mais escura, e do nada, algo, alguém,  alguma coisa, " plantou" nos meus pensamentos que extraterrestres haviam " mexido" na minha pistola que " disparava" latidos, ao invés de projéteis...
Me lembro, muito bem, que a palavra foi " extraterrestre" , que certamente eu não sabia o significado,  aliás,  não sabia, ler, tampouco escrever! Porém,  intuitivamente, sabia que tratava de seres que não eram daqui  da Terra.

Também me lembro que " essa sensação ", esse " alguma coisa", me instruiu a colocar alguns pedaços de madeira, com uma textura macia( madeira está, que fazia parte de um cabide, bem rebuscado, com mecanismo de molas e metais para prender a calça, também toquei no brinquedo com um pedaço de cristal azul e por último,  um prego bastante grande, antigo e enferrujado,  uma peça bastante bonita.

Pelo que pude perceber,  aquilo criava um " campo de força " ao redor do brinquedo,  e isso, fazia com que os extraterrestres não pudessem mexer nele...
Eu nem vi, o tempo passar, quando dei por mim, estava recostado em um travesseiro meio que dormitando e minha mãe me chamava para o almoço. 
Nada falei para ela, mas, não conseguia mais brincar com aquela peça bizarra de plástico amarelo.  E no dia seguinte,a  coisa simplesmente se desmanchou nas minhas mãos,  quebrou, do nada, não deixei cair, não pisei, simplesmente a mandíbula se soltou, a língua vermelha, caiu no chão,  as molas se soltaram... Fiquei triste, como só um moleque de 8 anos, consegue ficar... Amuado sentado no chão do porão escuro e fresco. Essa com certeza, foi uma lição preparatória para as longas horas e dias que passaria, isolado dos meus pares, por conta de viagens, distâncias ou puro estranhamento,  causado por pensar muito, muito fora da "caixinha"...

OBSERVAÇÃO:
     Analisando neste 2026, o que escrevi sobre o que me aconteceu em 1972, portanto,54 anos atrás, concordo que foi um relato pouco usual... E um pouco obscuro. Mas, creio, que é a primeira lembrança que possuo, sobre essa questão que envolve et's , discos- voadores, e a perturbadora ideia de que sofremos, intervenções em nossas mentes, intervenções em nossas vidas, e pouco ou nada, podemos fazer!

     Logicamente,  estas são impressões que tive, e como sempre, posso estar equivocado... Lembro, que essa questão do brinquedo,  foi única,  pois , as outras manifestações que testemunhei , foram sempre avistamentos de seres, ou manifestações sonoras.
Não lembro de ter tido, a " convicção " de perceber que algum outro objeto, ( no caso, algum outro brinquedo)havia sido modificado estruturalmente, por extraterrestres, ou qualquer outro tipo de ser...

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