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domingo, 21 de dezembro de 2025

UMA CARTA PARA RICARDO.



     Faz muito tempo que não escrevo como eu mesmo... E fiz um acordo, que nesse espaço só falaria de " assuntos reservados ", que é um nome disfarçado para extraterrestres, fantasmas, vida depois da vida, encarnação,  reencarnação,  amortalidade e imortalidade. 

     A misteriosa zona crepuscular situada entre o visível e o invisível,  o viver e o desviver, ou quem sabe? Apenas mudar de frequência vibracional.  Desde muito, muito cedo, tive estas percepções desta " fronteira "( é mesmo uma fronteira? Ou será apenas um continuum?) Um grande defeito do meu caráter,  foi sempre querer me meter com questões que estavam muito acima das minhas capacidades limitadas, tanto sensitivas, como intelectuais. 

Salvou- me a curiosidade,  esta nunca perdi! ( talvez, curiosidade  seja o que me levou à perdição,  sabe- se lá).
E... QUESTIONAMENTO ! Nunca tive o condão de permitir que uma informação " entrasse por uma orelha e saísse pela outra"! 
Ouvir, observar,  calcular,  ter raciocínio lógico,  mesmo com todas as limitações,  e tecer reflexões temperadas com neutralidade e desapêgo. 

     Levei esse sentimento para as investigações do INVISÍVEL , sentimento que interiozei e cristalizei. Isso teve um custo...
O preço que paguei foi o distanciamento de qualquer tipo de idolatria, de místicas devocionais,  de " adoração " à ídolos de futebol, ídolos do automobilismo, a cultivar políticos de estimação... Isso me deu bastante dor- de- cabeça, me isolou da tribo ( ou rebanho) . Não se nada contra a correnteza, sem pagar um alto preço!

     Este que isto escreve, imaginou muitas vezes, que o final da caminhada entre o  berço e o túmulo seria bastante agudo.
     Escrevo não com a interferência da tecnologia extraterrestre, tampouco com a orientação do meu professor interior  , escrevo da minha mente, para o meu coração e do meu coração para a minha mente. 

Um adulto completo e inteiro, não alguém infantil e cheio de delusões, e isso vai gerar e está sempre gerando ( e gestando) um crescimento,  não tão rápido como eu desejaria, mas, crescimento...

E aprendizado... Uma honesta busca pela " minha voz" na difícil arte do pintar usando palavras! É um modestissímo legado, mas foi o que consegui, e não vou reclamar!
Minha senda é rústica, mas , como já disse, conscenciosa, ousaria dizer, honrada até.
     O que mais poderia dizer para este bravio velhote no qual me transformei? Lá atrás,  muito atrás,  sabia que seria mais ou menos assim, não é mesmo?
     
      Co's diabos , se isso não é mesmo ativismo existencial!!!

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